quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Toc, toc, toc... o som do salto da minha bota,
na noite estrelada e fria de um mês de julho.
Andando na frente de um quase anjo que diz:
queria ouvir este som atrás de mim.
Eu digo, então, com minha voz grave: é simples, caminhe na minha frente.
Então a lagarta me empresta sua língua,
a serpente me empresta sua ginga.
Momento molhado,
umidade da noite,
da lingua.
Fluídos.
E a esse inesperado amor eu faço,
um brinde molhado.
Não com champagne,
Com lágrimas de saudades,
do instante,
inesquecível,
indescritível,
irreversível.
Gostas de amor, que não vou sentir mais,
porque um dia, o quase anjo,
caminhou na minha frente,
em silêncio,
sem nada perguntar.

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