sábado, 20 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A minha solidão é muito antiga,
Muito bonita.
É seca nos olhos,
Molhada e salgada no coração.
É plena.
Me espanta e me faz ter pena;
Tantas vezes de mim,
que perdi a conta, não sei mais fazer contas...
tantas vezes dos outros, que quase perco a paciência.
Preciso aprender de novo a perder a paciência.
Me rebelar.
Mas a minha solidão é tão sábia,
quanto as frases lindas e soltas dos poetas dos botecos.
É linda.
É lua,
É sol,
É chuva.
É uma caixa poderosa que guarda tudo que joguei fora.
É como a larva que tem asas e voa,
antes de ser borboleta.
E esconde a felicidade e a tristeza,
do amor que vou sentir e deixar um dia.
Muito bonita.
É seca nos olhos,
Molhada e salgada no coração.
É plena.
Me espanta e me faz ter pena;
Tantas vezes de mim,
que perdi a conta, não sei mais fazer contas...
tantas vezes dos outros, que quase perco a paciência.
Preciso aprender de novo a perder a paciência.
Me rebelar.
Mas a minha solidão é tão sábia,
quanto as frases lindas e soltas dos poetas dos botecos.
É linda.
É lua,
É sol,
É chuva.
É uma caixa poderosa que guarda tudo que joguei fora.
É como a larva que tem asas e voa,
antes de ser borboleta.
E esconde a felicidade e a tristeza,
do amor que vou sentir e deixar um dia.
Toc, toc, toc... o som do salto da minha bota,
na noite estrelada e fria de um mês de julho.
Andando na frente de um quase anjo que diz:
queria ouvir este som atrás de mim.
Eu digo, então, com minha voz grave: é simples, caminhe na minha frente.
Então a lagarta me empresta sua língua,
a serpente me empresta sua ginga.
Momento molhado,
umidade da noite,
da lingua.
Fluídos.
E a esse inesperado amor eu faço,
um brinde molhado.
Não com champagne,
Com lágrimas de saudades,
do instante,
inesquecível,
indescritível,
irreversível.
Gostas de amor, que não vou sentir mais,
porque um dia, o quase anjo,
caminhou na minha frente,
em silêncio,
sem nada perguntar.
na noite estrelada e fria de um mês de julho.
Andando na frente de um quase anjo que diz:
queria ouvir este som atrás de mim.
Eu digo, então, com minha voz grave: é simples, caminhe na minha frente.
Então a lagarta me empresta sua língua,
a serpente me empresta sua ginga.
Momento molhado,
umidade da noite,
da lingua.
Fluídos.
E a esse inesperado amor eu faço,
um brinde molhado.
Não com champagne,
Com lágrimas de saudades,
do instante,
inesquecível,
indescritível,
irreversível.
Gostas de amor, que não vou sentir mais,
porque um dia, o quase anjo,
caminhou na minha frente,
em silêncio,
sem nada perguntar.
Fui espiar o mundo.
Caí na real.
Esfolei e arranhei ilusões, saí do ato de contemplação interior
E caí de cara.
Essa minha lucidez... vai me pirar.
Me preparava melhorando a alma,
Mas estou só e tudo é alucinante.
Estou com saudade de uma lambida.
Por favor,
me lambe a alma.
Estou cheia do amor sublime,
Me arrasta e me faz explodir em estrelas de gozo,
me faz dançar no compasso,
dos teus espasmos.
Me olha nos olhos e diz que me quer.
Chegou a minha hora do corpo;
A alma vai muito bem, obrigada.
Me junta, lambe os esfolados.
Delicadamente, passa os dedos nos arranhões,
E vamos correndo prá qualquer lugar,
Um lugar onde a solidão não exista.
Caí na real.
Esfolei e arranhei ilusões, saí do ato de contemplação interior
E caí de cara.
Essa minha lucidez... vai me pirar.
Me preparava melhorando a alma,
Mas estou só e tudo é alucinante.
Estou com saudade de uma lambida.
Por favor,
me lambe a alma.
Estou cheia do amor sublime,
Me arrasta e me faz explodir em estrelas de gozo,
me faz dançar no compasso,
dos teus espasmos.
Me olha nos olhos e diz que me quer.
Chegou a minha hora do corpo;
A alma vai muito bem, obrigada.
Me junta, lambe os esfolados.
Delicadamente, passa os dedos nos arranhões,
E vamos correndo prá qualquer lugar,
Um lugar onde a solidão não exista.
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