quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Fui espiar o mundo.
Caí na real.
Esfolei e arranhei ilusões, saí do ato de contemplação interior
E caí de cara.
Essa minha lucidez... vai me pirar.
Me preparava melhorando a alma,
Mas estou só e tudo é alucinante.
Estou com saudade de uma lambida.
Por favor,
me lambe a alma.
Estou cheia do amor sublime,
Me arrasta e me faz explodir em estrelas de gozo,
me faz dançar no compasso,
dos teus espasmos.
Me olha nos olhos e diz que me quer.
Chegou a minha hora do corpo;
A alma vai muito bem, obrigada.
Me junta, lambe os esfolados.
Delicadamente, passa os dedos nos arranhões,
E vamos correndo prá qualquer lugar,
Um lugar onde a solidão não exista.

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