A minha solidão é muito antiga,
Muito bonita.
É seca nos olhos,
Molhada e salgada no coração.
É plena.
Me espanta e me faz ter pena;
Tantas vezes de mim,
que perdi a conta, não sei mais fazer contas...
tantas vezes dos outros, que quase perco a paciência.
Preciso aprender de novo a perder a paciência.
Me rebelar.
Mas a minha solidão é tão sábia,
quanto as frases lindas e soltas dos poetas dos botecos.
É linda.
É lua,
É sol,
É chuva.
É uma caixa poderosa que guarda tudo que joguei fora.
É como a larva que tem asas e voa,
antes de ser borboleta.
E esconde a felicidade e a tristeza,
do amor que vou sentir e deixar um dia.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
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